Neste livro, Leonardo Lemos de Souza busca mapear o modo como as epistemes feministas, enquanto crítica do conhecimento, interrogaram a pesquisa em Psicologia do Desenvolvimento. Esse mapeamento foi feito a partir da análise do percurso de 15 anos de pesquisas que abordam a juventude atravessada pelos marcadores de gêneros e sexualidades. Faz isso a partir da interlocução com as críticas feministas e queer sobre a ciência e o gênero na produção de conhecimento, estabelecendo temas e metodologias articuladas aos saberes situados e interseccionais. Nesse sentido, gênero passa a ser um interrogador da pesquisa em Psicologia do Desenvolvimento, desde uma perspectiva performativizada (não binária e não determinista) de positivação das diferenças, que borra e revê os conceitos de natureza e cultura, e as suas decorrentes implicações éticas da/na pesquisa sobre jovens, gêneros e sexualidades. No itinerário de pesquisas apresentadas vão se desvelando esses entrelaçamentos com as metodologias narrativas e situadas, as quais buscam processos simétricos de pesquisa sobre temas como amor, violências e tecnologias. Com isso, são desenhadas possíveis contribuições desse percurso para se pensar a pesquisa sobre sexualidades e gêneros, a partir de marcadores etários, como a juventude. Interrogam-se como os feminismos e os estudos queer contemporâneos agenciam a produção de políticas de escrita e pesquisa em psicologia mais simétricos, problematizando o sujeito universal racional, adulto, heterossexual, branco, cisgênero.

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Leonardo Lemos de Souza