A proposta deste livro é reconstruir as heranças formativas que, hegemonicamente, modelam a formação do professor de filosofia e sustentam as diretrizes da disciplina no ensino médio brasileiro. Para demonstrar os pressupostos e as práticas que marcam essa herança, o autor nos conduz à tradição de pesquisa e ensino do curso de Filosofia da Universidade de São Paulo, enunciando a figura do professor-explicador: professor formado para explicar os textos clássicos da filosofia à luz da metodologia estruturalista, cujo rigor interpretativo se consolidou a partir da distância entre a explicação e a discussão, debate e avaliação do texto. Problematiza, assim, as condições desse professor para ministrar na educação básica e, mais especificamente, para operar com a filosofia na construção de um pensamento do contemporâneo junto com os estudantes.
Como nos tornamos os professores que somos
Uma problematização da herança estruturalista nas práticas de ensinar e aprender filosofia
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Augusto Rodrigues |
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PROPG |






