Lentes de gênero para as missões de paz

Desconstrução de discursos e reflexões sobre práticas

Tamya Rocha Rebelo escreveu este livro para “instigar os leitores a romper com entendimentos tradicionais e enraizados”. Ela procura mostrar aqui que “a mulher gradualmente assume um espaço na esfera pública, em lugares historicamente ocupados por homens”. E aponta especificamente, como um desses lugares, a Organização das Nações Unidas (ONU), após ter avaliado textos publicados pela entidade entre 2000 e 2010, referentes a uma resolução do Conselho de Segurança, relatórios do secretário-geral, informes de agências especializadas, diretrizes do Departamento de Operações de Manutenção da Paz, entre outros.

Rebelo faz um foco nas missões de paz da ONU que, criadas durante os anos da Guerra Fria, são instrumentos de enorme visibilidade e dos mais acreditados da entidade para tratar na prática de problemas de segurança internacional.

Embora não incluam essa proposta de forma explícita, essas missões “também são um veículo importante para transmitir a mensagem de participação igualitária de homens e mulheres”, na avaliação da autora. Ela mostra que a ONU associa normalmente em seus documentos “questões de gênero” e “processos de paz”, demonstrando que, de forma inédita em sua história, está a adotar uma estratégia de maior inclusão das mulheres em suas missões de paz.

O uso recorrente da expressão “Integração de Perspectivas de Gênero” pela organização, de acordo com Rebelo, significa que a ONU chancela a ideia, no âmbito de suas atividades, de que as responsabilidades, as oportunidades e os direitos de homens e mulheres devem ser iguais, apesar das diferenças entre os gêneros.

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Tamya Rocha Rebelo (Autor)

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