As autoras tentam explicar a ocorrência de grafias não convencionais entre alunos no período posterior ao da alfabetização, ou seja, do sexto ao nono ano do Ensino Fundamental, quando essas grafias não seriam esperadas. O principal foco da pesquisa é a hipersegmentação, ou seja, a presença de registros não convencionais de recursos gráficos – como espaços em branco ou hífens – no interior de palavras nas quais eles não são necessários.

Para as pesquisadoras, essas ocorrências são fortemente motivadas pela própria complexidade linguístico-discursiva das palavras, não só em seu registro escrito, mas também do ponto de vista linguístico, ou seja, a relação entre fala e escrita. Mas as hipersegmentações não se limitam necessariamente a palavras “complicadas”. Dentre os exemplos citados, encontram-se hipersegmentações de palavras banais, como “em bora” – embora; e “mora-va” – morava -, encontradas na escrita de estudantes dos quatro últimos anos do Ensino Fundamental.

Ainda que dirija-se especialmente a professores, fonoaudiólogos e pesquisadores empenhados em entender o funcionamento da escrita – notadamente da palavra escrita e de suas relações com a fala – o livro atende a todos os que se interessam pela linguagem e por sua influência sobre a Educação.

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Lilian Maria da Silva (Autor),

Luciani Ester Tenani (Autor)

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