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Estágio supervisionado: prática simbólica e experiência inaugural da docência

ISBN: 978-85-7983-910-8 Categoria

Durante a realização dos estágios, as ações e a experiência na sala de aula ultrapassam a condição de atividade acadêmica e deixam resvalar a dimensão social e heterogênea do estágio. Os sentidos atribuídos a esta experiência pelos estagiários vão desde o “cair a ficha”, o “batismo” até a “confirmação” pela “vontade” de tornar-se (ou não) professor, envolvendo tanto a realização pessoal como profissional. No que se refere aos saberes produzidos, a ação concreta, contextualizada e histórica dos estagiários adquire caráter formativo porque propicia um saber ser e um saber fazer. A insegurança inicial, por exemplo, cede lugar para o estabelecimento de uma rotina e de um domínio normativo do trabalho. Mesmo apresentado limites de ordem epistemológica e profissional, o estágio, como experiência prática e simbólica, assume um papel formador por permitir aos professores em formação, uma construção basilar de conhecimento profissional e pessoal necessário ao exercício da docência.

Lusinilda Carla Pinto Martins