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Ensino primário tipicamente rural no estado de São Paulo

Granjas escolares, grupos escolares rurais e escolas típicas rurais (1933-1968)

Entre os anos 1930 e 1960, período de grande crescimento de escolas rurais primárias no estado de São Paulo, conviveram dois tipos de propostas pedagógicas para a educação rural no interior paulista – o ensino comum, ministrado nas escolas isoladas, e o ensino típico rural, presente nas Granjas Escolares, nos Grupos Escolares Rurais e nas Escolas Típicas Rurais.

Neste livro, Agnes Iara Domingos Moraes analisa essas instituições, buscando definir as características de cada modalidade, o interesse do Estado com sua implementação e o papel que desempenharam na educação rural paulista.

A autora tenta compreender as especificidades dessas escolas e também relacioná-las às metas políticas, econômicas e culturais no momento histórico em que elas foram implementadas: de 1933, quando foi criada a figura institucional das Granjas Escolares, a 1968, ano em que uma extensa reforma educacional extinguiu formalmente as experiências de educação rural, substituindo-a pela escola primária comum.

O estado de São Paulo, pontua a autora, discutiu durante décadas sobre a concepção mais adequada de educação escolar voltada às populações de áreas rurais. Já no início desses debates, certos setores consideravam o Brasil um país urbano e industrial, interpretação que ganhou força com o passar dos anos e persiste ainda hoje. Assim, vista como residual e sem expressividade, a população rural não demandaria investimento estatal na área de educação. Para Moraes, no entanto, a educação para/no/do campo continua sendo uma temática candente com cujo debate este livro pode contribuir.

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Agnes Iara Domingos Moraes (Autor)

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